Trova de um parkisiano

Domingo,Calmaria,Quarentena,
Eu na caminhada matinal.
Olhando ao redor,-mas que pena!
Vejo triste cena… – homem mal!

Cada passo uma certeza,
De pisar “numa’ tranqueira.
Saiba, deus ama a pobreza,
Mas odeia a sujeira.

Tem de tudo pelo chão,
Pois jogam sem cerimônia.
Fazem da rua um lixão,
Sem asseio , sem vergonha.

Sendo eu um parkisiano,
E caminho todos os dias.
Agora estou enxergando,
Coisas que antes não via.

Tal qual o lixo no chão,
Na vida as vezes tem.
O lixo da ingratidão,
E do preconceito também.

Tadeu Soares

Trova de um parkisiano

Manhã fria,sol raiando,
Lindo dia a desfrutar.
Devagar fui se levantando,
E sai a caminhar.

Os meus olhos viram maravilhas,
As gotas de orvalho abundante.
Com os raios do sol reluziam,
Numa cena real deslumbrante.

Um cadeirante por mim passou,
Era guiado pelo seu irmão.
No ambiente sua voz ecoou,
Com seu canto e sua oração..

Então vi que reclamo demais,
Do parkinson que estou sofrendo.
Porque se eu olhar para trás,
Meu problema torna se pequeno.

Tadeu Soares